
A palavra “político” surge do grego politikós, -é, -ón, relativo aos cidadãos. Logo, um político é alguém que tem como função representar e defender os interesses de todos os cidadãos.
Porém, hoje em dia, observa-se uma nova implementação de política. Uma política que apenas quer encher a barriga. Por outras palavras, os novos políticos são uns carniceiros que simplesmente se preocupam em achincalharem-se uns aos outros em praça pública, ou melhor dizendo, na assembleia e, com isto, irem enchendo os bolsos a qualquer custo. Ficando esquecido o objectivo primordial do trabalho e função que exercem, que é nada mais, nada menos do que regular [correctamente] os negócios do estado.
De facto, aqueles que deviam ser os nossos aliados na busca de melhores condições de vida acabam por ser a arma que nos destrói através da execução de medidas desumanas e inviáveis que, surgem devido à incompetência desempenhada por estes indivíduos.
Esta incompetência é o reflexo de um mundo envolto em ganância e sede pelo poder. Pois, quando são eleitos deixam de lado a seriedade que manifestam nas campanhas eleitorais e vestem a pele de verdadeiros corruptos, ansiosos por verem a sua conta bancária sofrer de obesidade mórbida, pouco se importando com o bem-estar daqueles que os elegeram. E, o mais irónico é que se invertem os papéis, deixando eles de serem pedinchas pelo pódio, passando o povo a ser um pedincha. Um povo que pedincha os míseros euros que lhes são retirados todos os dias, sem dó nem piedade; tudo porque os sequiosos pelo poder, desorganizam as contas públicas em função das suas ou dos seus interesses.
Em sequência desta situação, observa-se que a economia, o país afasta-se do seu Norte, sendo necessário voltar a encontrar o rumo. Contudo, após várias passagens de economistas, contabilistas, engenheiros, gestores, professores, advogados, entre outros “sábios”, ainda nenhum encontrou o caminho certo porque a bússola continua a indicar o Norte cada vez mais distante.
Talvez a solução seja contratar um geógrafo que saiba ler as verdadeiras coordenadas da política, que se assentam na Honestidade e Humilde.
Por isso, senhor político, não queira ser tudo de todas as maneiras, num só momento, porque aí torna-se um louco por não o poder. No entanto, sonhe. Sonhe muito. Sonhe com um futuro de ouro, onde os homens se unem pelo que partilham de belo, depois de tudo o que antes viam como precioso se reduzir à futilidade passageira. Quando, conseguir atingir este patamar, todas as dívidas estarão saldadas.
“Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
(…)
Ser descontente é ser homem.”
“Tudo é incerto e derradeiro
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…
É a Hora!”
Fernando Pessoa in Mensagem
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